Dr. Miguel Andrade

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Ginecomastia / Tratamento da Mama Masculina

A Ginecomastia é a designação que se dá à situação clínica em que as mamas masculinas estão maiores que o normal para um corpo de homem.

As causas são variadas e as mais frequentes são causas hormonais ou uma acumulação exagerada de gordura. 


Esta situação pode causar um grande traumatismo psicológico em jovens adultos e  adolescentes, podendo condicionar muitas das actividades usuais e tão simples como o ir à praia ou à piscina, porque a simples acto de se despirem pode revelar umas mamas de aspecto feminino.

O que é a Ginecomastia?

Ginecomastia (literalmente, mamas femininas) é causada por um desenvolvimento excessivo no tecido da região mamária masculina e ocorre, normalmente, nas fases de alterações hormonais no homem (infância/adolescência e velhice) sem nenhuma patologia de base, na maior parte dos casos. 
 

A alteração é normalmente causada por uma variedade de mudanças hormonais, sendo a maioria delas reversíveis durante a puberdade. 

Ou seja, a ginecomastia é, na maioria dos casos nesta faixa etária, uma condição benigna, tratável e corrigível. 
 

Porém, devem ser consideradas causas orgânicas, especialmente em pacientes de uma faixa etária mais avançada. 
 

Se a condição persistir num adolescente, pode efectuar-se o tratamento cirúrgico conseguindo-se uma redução significativa do volume e forma da mama na maioria dos pacientes. 
 

A lipoaspiração é um dos procedimento que podem ser efectuados, podendo ser necessário, nalgumas situações outro tipo de cirurgia, nomeadamente de excisão de parte da pele. 


No homem adulto normal, não há tecido mamário palpável. 

A ginecomastia apresenta-se como uma massa na região mamária, palpável, variando de 1,0 a 10 cm de diâmetro. 
 

Ela pode ser unilateral, podendo desenvolver-se, após meses ou anos na outra mama ou então ser bilateral. 

O mamilo e a aréola raramente apresentam mudanças significativas, embora a hipertrofia dos mamilos e alargamento das aréolas possam ocorrer. 


Os sintomas limitam-se à massa palpável e pouca dor (pouca intensidade) à palpação, principalmente nos adolescentes, porém na maioria dos casos, a doença é assintomática. 


A maioria dos casos de ginecomastia apresenta-se na puberdade, com uma incidência de 65% nos jovens entre 14 e 15 anos. Essa condição desaparece durante os últimos anos da adolescência, apresentando-se apenas em 7% aos 17 anos de idade. 
 

A incidência aumenta com a progressão da idade, atingindo até 30% nos homens idosos. 


As diferentes causas de ginecomastia determinam a abordagem terapêutica mais apropriada. 

O uso abusivo de bebida alcoólica pode predispor ao desenvolvimento da doença. 

A causa mais comum é um aumento nos estrógenos, uma diminuição nos andrógenos, ou um déficit nos receptores androgénicos. 
 

Ou seja, os factores hormonais constituem a causa principal desta disfunção.

Grau de Ginecomastia

A classificação da ginecomastia baseada no tipo de abordagem cirúrgica é a melhor. Para o planeamento cirúrgico, normalmente utilizamos três classificações: 

 

  • Grau I: um botão localizado, de tecido glandular que é concentrado ao redor ou por baixo da aréola e que, geralmente, são fáceis de remover; tórax com pouco tecido adiposo e sem excesso de pele. 
     
  • Grau II: ginecomastia difusa num tórax com mais tecido adiposo, onde as margens da massa não são bem definidas. Neste caso a associação com lipoaspiração do tecido adiposo circundante está indicado. 
     
  • Grau III: ginecomastia difusa com grande excesso pele. Estes pacientes necessitam incisões ao redor da aréola, na pele, ou reposicionamento do complexo aréolo-mamilar. 
     

 

A técnica cirúrgica depende do tipo de ginecomastia e do seu grau. 
 

Existem basicamente duas técnicas cirúrgicas, que podem ser utilizadas separadamente ou em combinação: lipoaspiração e mamoplastia (nos pacientes com excesso de pele). 


Os principais problemas relacionados ao tratamento cirúrgico da ginecomastia são as irregularidades na superfície da mama e as alterações na forma ou na posição do mamilo. 


O edema pós-operatório dura cerca de 7 a 10 dias e o déficit de sensibilidade local, em geral, é transitório, durando no máximo um ano na maioria dos casos.


A cirurgia consiste em realizar uma incisão pequena em forma de semicírculo na parte inferior da aréola, na sua transição para a pele. A cicatriz não é aparente e fica praticamente invisível com o tempo. 

O cirurgião retira a glândula de consistência dura e aumentada, que deverá ser examinada por um anatomopatologista. 
 

Nos casos de ginecomastia adiposa, a cirurgia pode ser feita com lipoaspiração da gordura mamária. 

Nesse caso, o ‘caroço’ que se apalpa é pequeno e o tratamento pode ser feito através de um pequeno orifício, praticamente imperceptível ao fim de algum tempo. 


A escolha de anestesia local ou geral é de preferência pessoal e depende em parte do tamanho da mama e da técnica cirúrgica necessária a ser utilizada, mas em geral é efectuado o tratamento com anestesia local, com sedação e sem internamento. 


A correção da ginecomastia grau I (localizada) é geralmente um procedimento cirúrgico simples. O grau II é mais difícil e apresenta uma série de problemas, como as ondulações da pele torácica, podendo levar a uma depressão no centro ou na periferia da lesão. 


A complicação cirúrgica mais comum é o hematoma. Pequenos hematomas ou equimoses são comuns após o tratamento da ginecomastia de  grau II. 
 

A retração areolar pode ser evitada nos pacientes com grau I, mas é mais difícil prevenir nos pacientes com o grau II devido à natureza adiposa do tecido encontrado. O excesso cutâneo é mais comum nos pacientes idosos e pode ser corrigida secundariamente, já que muitos pacientes têm uma retracção cutâneo muito superior à que se poderia esperar e assim evita-se a realização de uma cicatriz ao redor da aréola.

Tratamento da ginecomastia e preços

Todos os casos de Ginecomastia são diferentes.

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